Trump usa Meta para interferir na eleição brasileira
BRASÍLIA – AGENCIA CONGRESSO – Um grupo de parlamentares dos Estados Unidos enviou uma carta ao dono da Meta, Mark Zuckerberg, cobrando explicações sobre denúncias de tratamento desigual entre as campanhas políticas no Brasil.
Ações da Meta nas plataformas da empresa tem prejudicado o candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em favor do senador Flávio Bolsonaro (PL), preferido do presidente dos EUA Donaldo Trump, amigo de Zuckerberg.
Um dos episódios citados ocorreu em 23 de setembro, quando a conta de anúncios da campanha de Lula no Facebook foi desativada, segundo o documento.
A conta foi posteriormente restabelecida, mas, de acordo com os parlamentares, a empresa não teria apresentado uma justificativa detalhada para a medida.
CANCELADOS
A carta também menciona restrições que teriam impedido a campanha petista de impulsionar publicações no Instagram por quase 24 horas, entre 9 e 10 de outubro.
Segundo uma estimativa da própria campanha, cerca de 1,3 milhão de pessoas deixaram de ver os anúncios durante o período.
Outra situação denunciada quando alguém pesquisa Flavio presidiário não aparece nada. Mas se digitar Flávio presidente e Lula presidiário aparece. Muitos seguidores de Lula foram cancelados pela Meta.
O documento manifesta preocupação com relatos de restrições à divulgação de conteúdos ligados à campanha petista e de amplificação de publicações associadas ao candidato adversário, a três dias do segundo turno presidencial brasileiro.
Entre os signatários estão o senador Bernie Sanders e deputados como Pramila Jayapal, Greg Casar, Maxwell Frost e Rashida Tlaib.
A carta sustenta que empresas de redes sociais devem garantir condições equitativas de distribuição, moderação e recomendação de conteúdo eleitoral e pede medidas imediatas para assegurar tratamento igualitário às candidaturas.