Helder sacrificou reeleição para Lula ter palanque no ES.

BRASÍLIA – AGENCIA CONGRESSO – Com um Congresso Nacional de maioria conservadora – mais que o atual eleito em 2022 –  o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terá que fazer mais concessões ao centrão, do que já fez no atual mandato.

Partidos como o Podemos, Progressistas, MDB, Republicanos e União Brasil, certamente irão abocanhar vagas no Ministério da Esplanada. Com isso as vagas para os petistas terão que ser reduzidas.

Isso no entanto, não deve deixar o deputado federal, Helder Salomão (PT), sem vaga no governo. Ele sacrificou uma reeleição segura para garantir palanque para Lula no Espírito Santo.

Em 2022, Helder foi o federal mais votado da bancada capixaba e ainda arrastou a deputada Jack Rocha. Já na eleição deste ano, ela se reelegeu por conta própria. E ainda puxou João Coser, o segundo petista eleito.

ES DE DIREITA

Lula perdeu no ES. Mas poderia ter sido pior sem Helder… e ainda levou a eleição para o 2º turno beneficiando o candidato do MDB Ricardo Ferraço. O presidente reeleito recebeu 1.001.965 votos válidos (43,63%). Flávio (PL) foi a escolha de 1.294.504 eleitores capixabas (56,37%).

Antes de aceitar a missão de disputar o governo do ES Helder teve reuniões com a direção nacional do PT e com o próprio Lula. Ficou acertado que se perdesse a eleição – o que era mais provável – teria um cargo no governo. Ainda bem que Lula ganhou.

O parlamentar capixaba é conhecido nacionalmente pelo seu trabalho em defesa das micro e pequenas empresas. Até presidiu na Câmara a Comissão da Microempresa. A pasta cairia como uma luva para Helder. Hoje o órgão está na cota do PSB de Renato Casagrande.

Resta saber se Lula  não terá que abrir mão do cargo para reduzir a pressão no Congresso que vai sofrer do Centrão. Mas certamente Helder não ficará sem cargo federal.

Outro que deve ganhar cargo é o senador Fabiano Contarato, que não conseguiu a reeleição.

Essas tratativas, entretanto, só começam após a posse do novo Congresso em fevereiro de 2027. (MR)