BRASÍLIA – AGENCIA CONGRESSO – As mensagens entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes colocaram o Supremo Tribunal Federal no centro do furacão.
E levantam suspeitas sobre os limites da relação entre um integrante da Corte e um banqueiro corrupto.
No caso de Alexandre de Moares, importante lembrar que a aproximação dele ao dono do banco Master ocorreu durante o governo Bolsonaro.
Foi o então das Comunicações de Bolsonaro, Fabio Farias quem fez a ligação Vorcaro & Xandão e forneceu para o dono do banco o celular do ministro.
A partir dai surge uma relação promíscua entre o ministro e o banqueiro.
O que fica claro é que todos comiam na mão do banqueiro, que também financiou o filme sobre a vida de Bolsonaro, a partir de pedido do filho, Flávio Bolsonaro.
JURISTAS CONDENAM
Para Miguel Reale Jr., ex-ministro da Justiça, os diálogos revelam uma “promiscuidade entre poderosos e o poder” e podem envolver advocacia administrativa.
Já o jurista e ex-desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) Walter Maierovitch afirma que o caso também coloca em discussão a necessidade de um afastamento cautelar de Moraes enquanto os fatos são apurados.
Para Reale Jr., os fatos conhecidos até agora podem envolver advocacia administrativa, crime que ocorre quando um funcionário público patrocina, direta ou indiretamente, interesse privado perante a administração pública valendo-se da condição que ocupa. “Isso é que choca”, afirma.
“Revela uma promiscuidade entre poderosos e o poder que comprometem a respeitabilidade da República”, diz.
Para o jurista, a relação exposta pelas mensagens mostra uma proximidade que ultrapassaria uma interlocução episódica entre o banqueiro e o magistrado.
“O ministro atua de uma forma muito próxima, dando conselhos, fiscalizando ou revendo, fazendo uma revisão de contrato. Ou seja, tudo isto leva a uma descredibilidade da instituição junto à população”, afirma.
Com UOL






























