AGENCIA CONGRESSO – MARCOS ROSETTI – Trinta dias praticamente – o mês de setembro – para escolher um candidato a senador que, se eleito, ficará oito anos em Brasília representando o Estado. Um absurdo. O eleitor não tem tempo de conhecer os nomes em disputa. Só nesta eleição são 11.

Isso explica porque tantos candidatos despreparados são eleitos. O exemplo mais recente é do senador Marcos Do Val, que apesar de não ter feito nada pelo ES em oito anos, anda ‘queimou’ a imagem dos capixabas com suas sucessivas trapalhadas.

Cumpre um mandado inútil que não resultou em nenhum benefício para o ES. Tenta a reeleição mas sem chance de ganhar. Até pouco tempo estava com tornozeleira eletrônica, teve o bloqueio de suas contas bancárias e chaves Pix, e foi proibido pelo STF de sair do país.

Na mesma linha de Do Val vem outro nome que coloca em risco, de novo, a credibilidade do eleitor capixaba por falta de tempo para conhecer a fundo os candidatos. Maguinha Malta é candidata do pai, não dos capixabas.

Seu nome foi imposto ao partido PL – cujo dono é o pai – sem debate e ou concorrência. Se eleita, pode ser pior do que Do Val, porque deve seguir o exemplo e do pai.

Senadores Magno Malta e Marcos do Val: O que fizeram pelo ES?

Maguinha será senadora do pai, do bolsonarismo, não do Espírito Santo. Vai fazer o que o pai mandar, que ainda tem mais quatro anos de mandato. Magno Malta está no seu terceiro mandato como senador. Antes foi deputado federal e estadual.

Esse baiano privilegiado vive há mais de 28 anos às custas dos capixabas. E qual foi o resultado dos seus mandatos em benefício do Espírito Santo? conseguiu recursos para duplicar a BR 101 no ES?

CANDIDATA DESPREPARADA

Foi com essa obra que se arrasta há mais de 10 anos que Maguinha abriu seu primeiro programa eleitoral. Disse que se for eleita vai lutar para que a duplicação da BR seja feita “No Senado vou lutar para que os contratos sejam cumpridos”, diz na TV.

Por que seu pai já não fez isso? Durante os quatro anos do governo Bolsonaro – que ele apoia – poderia ter obtido recursos para essa e outras obras, como a BR 262. Trata-se de uma nova fraude eleitoral. Só muda o sexo.

Quem é Maguinha?

Além de filha de senador, é publicitária e integrou o grupo de pagode “Tempero do Mundo”. Tem 40 anos, solteira e é funcionária da Câmara dos Deputados, lotada no gabinete de Gilvan da federal – desde 2023 – cargo comissionado. Não precisou fazer concurso público.

Nunca disputou eleição nem foi eleita para nenhum cargo. Logo não tem preparo para ser senadora. Ela se considera ‘uma bolsonarista que combate o comunismo” (?).

Se declara defensora dos “valores cristãos e evangélicos. E associa sua entrada na política ‘a um chamado espiritual’. Resta saber se o chamado chegou por whatsapp ou telepatia.

SÉRGIO MENEGUELLI

Esse é outro que se for eleito vai seguir o mesmo roteiro da candidata acima. Sem preparo, populista, nem lado político definiu. Tem recusado convites para entrevista porque sabe se o eleitor conhecê-lo de verdade, não votará nele.

É um personagem das redes sociais – onde é forte – e aparece fazendo serviços de gari, varrendo ruas e pintando murros. Seu principal meio de transporte é a bicicleta. E pior; oferece mais risco de ser eleito do que Maguinha. Foi o único candidato a senador que não foi a sabatina da TV Vitória.

Quem é Meneguelli?

Ex-vereador de Colatina por quatro mandatos, e prefeito por um mandato, 70 anos, solteiro, já foi filiado ao MDB, PPS, Republicanos e atualmente PSD.  Antes de ingressar na política trabalhou na Cia Vale do Rio Doce como operador de máquinas.

Também presidiu o sindicato dos trabalhadores da empresa. Hoje, no entanto, está mais próximo da direita. No governo Bolsonaro chegou a visitar o ex-presidente no Planalto onde ensaiou uma aproximação via Republicanos.

Acabou traído pelo partido que vetou sua candidatura ao Senado. Mas foi lançado a deputado estadual “contra sua vontade’ e foi o mais votado em 2022. Tem usado o horário eleitoral para se apresentar como candidato a senador ”vítima do sistema corrupto”.

Ganhou popularidade nas redes sociais como prefeito, usando estilo de administração baseado na presença nas ruas e no acompanhamento pessoal de obras.

Esperto, produzia vídeos durante as vistorias, inclusive em unidades de saúde,  em unidades de saúde, escolas e vias públicas, para mostrar que estava trabalhando. Se tornou um produto da Internet. Dai se tornar um grande senador há uma enorme distância.

 

Neste eleição existem outros candidatos ao Senado tão ruins quanto, mas como não oferecerem risco de ganhar não foram avaliados.