Pazolini acreditou no apoio de PH que nunca veio. Foto dos dois juntos só montagem.
AGENCIA CONGRESSO – MARCOS ROSETTI – Informações do entorno do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, dão conta de que ele ficou extremamente insatisfeito com o insucesso do partido no ES.
O partido lançou apenas candidato ao Senado. Não formou chapa de federais, o que era prioridade da sigla.
E atribuiu ao ex-governador Paulo Hartung, seu aliado, o fracasso da legenda em terras capixabas.
PH segurou o partido enquanto pode. Deixou o presidente regional no ES, prefeito de Colatina Renzo Vasconcelos, com as mãos atadas.
Renzo defendia aliança com o candidato que tem mais chance de vencer, o atual governador Ricardo Ferraço (MDB). Quando o grupo de Hartung no PSD soltou o partido era tarde demais.
O ex-prefeito de Linhares, Guerino Zanon, seguidor de Hartung, ainda tentou levar o partido para o palanque bolsonarista de Lorenzo Pazolini (REP). Mas Renzo ignorou. “Melhor decidir no 2º turno”
PH durante meses ensaiou apoio a Pazolini. Enganou também o ex-prefeito. Fez o que pode para o partido não apoiar Ricardo Ferraço.
Mas após a chegada da tropa da extrema direita de Magno Malta ao palanque republicano, não teve mais como manter a sigla incapaz de decidir um lado.
Essa foi a contribuição de Hartung ao processo político capixaba. Enganou um lado para prejudicar o outro.
E não se importou em prejudicar o próprio partido. Por respeito a seus três governos no ES não me atrevo a chamá-lo de moleque.