Euclerio quer eleger, de novo, Messias Donato. Mas perdeu prestígio.

CARIACICA – AGENCIA CONGRESSO – O deputado federal Messias Donato (União Brasil) corre risco de não ser reeleito. É que seu principal cabo eleitoral, o prefeito Euclerio Sampaio (MDB), perdeu força no município em função do seu segundo mandato não ter feito entregas à população.

Além disso, a candidatura do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Marcelo Santos (UB) também de Cariacica, tira votos de Messias. Santos deve ser o candidato mais votado da região.

Em razão desse cenário, Sampaio tem jogado duro com aliados e vem pressionando lideranças e pessoas ligadas a prefeitura para apoiar seu candidato. Há quatro anos a popularidade do prefeito estava em alta – tinha acabo de ser eleito –  e foi fácil eleger Messias, dois anos depois.

Mas agora o vento mudou e a eleição se tornou muito mais difícil. Uma derrota para o prefeito, ‘em seu quintal’, vai refletir negativamente na sucessão de Euclerio em 2028.

MESSIAS É BOLSONARISTA

O próprio Messias pode ser o candidato de Euclerio para sua sucessão. Se não perder em 4 de outubro. O cenário se complica mais quando se avaliam outros nomes de Cariacica que também disputam votos para Câmara Federal.

A deputada federal Jack Rocha (PT), que busca a reeleição, tem investido em diversos bairros de Cariacica e está com bala na agulha; só do PT ela recebeu quase três milhões para a campanha; R$ 2.940.000,00.

O desgaste político que o prefeito do MDB enfrenta prejudica também o candidato do partido dele ao governo. Ricardo Ferraço não lidera nas pesquisas para governo em Cariacica.

Messias Donato fez um mandato fraco na Câmara Federal. Autou mais em favor de pautas de costumes e defesa do bolsonarismo do que em defesa de projetos para o Espírito Santo.

Na eleição de 2022 foi o menos votado dos dez federais. Somou 42.640 mil votos. Jack Rocha, que como Messias foi eleita para o primeiro mandato, teve 51.317 mil votos.

Mas nesta eleição Jack também enfrenta dificuldade. Pode perder sua vaga para João Coser (PT) também candidato a federal. Amaro Neto (PP) e Victor Linhalis (PSB) são outros dois que dificilmente voltam para Brasília.