Se forem eleitos senadores, em 2030 serão potenciais candidatos ao governo.

AGENCIA CONGRESSO – MARCOS ROSETTI – Os dois senadores a serem eleitos dia 4 de outubro pelo Espírito Santo entrarão automaticamente na fila dos candidatos ao governo do estado, nas eleições de 2030. É bom que o eleitor saiba disso.

Tá cedo para falar sobre isso. Sim. Mas é a realidade política. São oito anos de mandato no Senado e muitos senadores cumprem somente a metade, como já fizeram os ex-governadores José Ignácio Ferreira, Paulo Hartung e Renato Casagrande.

Com a ausência do titular, assume o primeiro suplente. Já foram senadores pelo Espírito Santo o ex-prefeito da Serra, João Batista Mota, suplente de Hartung que assumiu após a eleição de Hartung para governo em 2002.

Luzia Toledo era segunda suplente de Zé Ignácio e mesmo assim assumiu. Com a eleição do então senador para o governo em 1998 e nomeação do primeiro suplente Ricardo Santos para a Secretaria de Planejamento, Luzia assumiu em março de 1991 no Senado Federal.

Ana Rita, ex-vereadora do PT herdou quatro anos do mandato de Casagrande. A assistente social se elegeu vereadora de Vila Velha, sendo reeleita nos anos 2000. Em 2006, foi indicada 1ª suplente de Casagrande.

Fila sucessória

Entre os seis nomes com chances de serem eleitos em 2026, no entanto, apenas dois terão condições de entrar na fila sucessória, o ex-governador Renato Casagrande (PSB) e o deputado federal Evair de Melo (REP).

Os outros candidatos, como Fabiano Contarato (PT), Sérgio Meneguelli (PSD), Rose de Freitas (MDB), e Maguinha malta (PL), caso sejam  eleitos, teriam dificuldade de disputar o Palácio Anchieta quatro anos depois. Cada um por uma razão.

As pesquisas indicam que o candidato do MDB, Ricardo Ferraço, será reeleito governador, e portanto, não poderá disputar o mesmo cargo em 2030.

Mas quem garante que daqui a quatro anos o próprio Casagrande não se habilite ao cargo? Mesmo que ele não queira certamente seu nome estará entre os favoritos de 2030.

A eleição dele para o Senado é dada como certa por vários institutos de pesquisa. Desde o início do processo ele lidera a corrida entre os 11 concorrentes.

Homem do agro

Já Evair ainda teria chance maior se o senador Flávio Bolsonaro (PL) fosse eleito presidente. O que pode ocorrer, apesar de Lula liderar a corrida.

Evair nega que pretenda disputar o governo: “Quero ser senador e cumprir integralmente o mandato”, afirmou para Agência Congresso.