Da Vitória e Marcelo Santos, em Brasília. Foto M.Rosetti /AGC

BRASÍLIA – AGENCIA CONGRESSO – Não é só a vaga de vice na chapa de Ricardo Ferraço (MDB), que está gerando conflito com a federação União Progressista (UP), junção do PP com União Brasil. A chapa de federais do PSB também incomoda.

Candidatos a Câmara Federal pela UP reclamam que o PSB priorizou a eleição de dois federais, Tyago Hoffman e Emanuela Pedroso.

Se queixam que lideranças políticas e vereadores estariam sendo cooptados para apoiar o casal de socialistas, em detrimento dos nomes do PP e União.

Um caso relatado envolve o vereador Isac Queiroz (PP), de Guarapari, que teria abandonado a campanha de Da Vitória para apoiar Tyago Hoffmann ‘por uma proposta melhor’.

Em outros municípios estariam ocorrendo casos idênticos. A UP deve eleger dois federais, entre Marcelo Santos, Da Vitória e Dr. Bruno.

VICE VIDIGAL OU LÍVIA?

A ausência dos presidentes de partidos aliados a Ferraço, como o Podemos, PP,  e União Brasil, sábado na convenção do PSB, já foi um recado da insatisfação.

A possibilidade do PSD ficar com vaga na chapa majoritária gerou mais descontentamento: “Chegamos antes e nosso peso não está sendo considerado”, reclama um candidato da UP.

Dois nomes cotados para a vice, do ex-prefeito Sérgio Vidigal (PDT), e de Lívia Vasconcelos, mulher do presidente do PSD, prefeito Renzo Vasconcelos, não agradam os ‘aliados’ que chegaram primeiro’.

A federação, no entanto, só indicou nome fraco para vice governadoria, como a candidata do deputado Marcelo Santos (UB), ilustre desconhecida Joelma Costalonga, que não tem voto sequer para se eleger vereadora.

O mesmo faz o Podemos que indicou coronel Caus, Philipe Lemos e capitã Estéfane.

O PP indicou  Capitã Andresa Nascimento, dos Bombeiros; o deputado Amaro Neto; o vereador de Vitória Camillo Neves; e o empresário Rodolfo Mai, de Guarapari.

De olho em 2030

O interesse na vice vai além do interesse público. Os partidos estão de olho na sucessão de Ferraço – caso seja reeleito – em 2030. O vice deve assumir o governo e o partido na cadeira terá peso na eleição.

“A federação tem força, tamanho, musculatura, para estar definir as composições na chapa majoritário com Ferraço”.

O apoio do Federação União Progressista a Ricardo e Casagrande, anda em março deste ano, foi divulgado com exclusividade pelo site Agência Congresso.

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