
BRASÍLIA – AGENCIA CONGRESSO – O lançamento no último dia do prazo eleitoral para realizações das convenções partidárias – para homologação de candidaturas as eleições de outubro – o PSD embaralhou o jogo lançando ao Senado o polêmico deputado estadual Sérgio Meneguelli.
A entrada dele na disputa – em tese – atinge todos os principais concorrentes às duas vagas, Renato Casagrande (PSB), Rose de Freitas (MDB), Evair de Mello (REP) Fabiano Contarato (PT), e Maguinha Malta (PL).
Forte nas redes sociais, Meneguelli pode tirar votos tanto da direita quanto da esquerda, apesar dele ser próximo de políticos de direita. Já andou até apoiando o ex-presidente Jair Bolsonaro (Foto).

Mas o maior beneficiado – conforme agentes políticos ouvidos pela Agência Congresso – seria o deputado federal Evair de Mello (REP), bolsonarista raiz e que tem apoio do agro.
“São dois votos para o Senado. Quem se beneficiar do primeiro larga na frente. Muitas vezes o eleitor nem usa o segundo voto”, conta um deputado.
Já o deputado Evair de Mello prefere não fazer avaliações. Disse que a decisão cabe ao eleitor. “Sempre é bom mais opções”, afirmou.
Aos 70 anos, Meneguelli tem forte presença nas redes sociais e costuma bater na própria classe política. Mas não é diferente dos políticos que ataca. Já foi vereador por quatro mandatos, prefeito de Colatina e é deputado estadual.
Sua obsessão em ser senador obrigou o presidente do seu partido, prefeito de Colatina Renzo Vasconcelos, a lançá-lo ao Senado sob pena de (Meneguelli) em 2028 disputar a PMC contra o próprio Renzo.
Em 2024 Meneguelli apoiou Renzo para prefeito de Colatina. E ao se filiar ao PSD o deputado teve a garantia de que disputaria o Senado.
Essa promessa obrigou o PSD e ficar neutro na disputa para o governo do ES, porque não havia espaço para a candidatura de Meneguelli em nenhumas das chapas ao governo.
Rose beneficiada?
Outra corrente política mais próxima do MDB avalia que a entrada de Meneguelli ajuda a candidatura de Rose de Freitas ao Senado ”porque ele tira votos de Evair ”. Já Casagrande continua com o ”boi na sombra’. É considerado senador eleito.































