AGENCIA CONGRESSO – MARCOS ROSETTI – Eles mais atrapalham do que ajudam. Confundem o eleitor que não sabe que eles estão ali não para vencer, mas para concorrer e defender interesses diversos.
Na disputa deste ano são 11 os candidatos ao Senado. Cinco sabem que não tem chances de vencer mas concorrem. Apenas seis vão disputar as duas vagas do ES.
Eles são os candidatos de partidos nanicos que concorrem ao Senado por vários motivos; se tornarem conhecidos para o próximo pleito, ou reter parte do fundo eleitoral ou partidário.
Existe ainda os que estão na disputa para ”bater” em algum candidato a pedido de outro concorrente. As vezes é pago por isso.
O ex-secretário Rodney Miranda, por exemplo, concorre pelo nanico PRTB. Não tem chances de ser eleito. Mas vai ter espaço na TV e nas rádios durante o horário eleitoral gratuito.
Nos debates promovidos por emissoras de rádio e televisão, a legislação eleitoral garante a participação dos candidatos cujos partidos ou federações tenham representação de, pelo menos, cinco parlamentares no Congresso.
O vereador Leonardo do Novo é outro que não tem chance. Mas sua presença neste pleito vai facilitar sua reeleição em 2028 para Câmara da capital.
O deputado estadual Wellington Callegari (DC) também só se elege por milagre. Foi uma a primeira candidatura a ser lançada e até hoje não pontua nas pesquisas de opinião.
Tudo indica que as duas vagas do ES no Senado não serão divididas entre seis candidatos; ex-governador Renato Casagrande (PSB), Fabiano Contarato (PT), Evair de Mello (REP), Rose de Freitas (MDB), Sergio Meneguelli (PSD), e Magna Malta (PL).
ESCOLHAS ERRADAS PARA 8 ANOS
Esses candidatos que não tem chance de vencer espantam o eleitor dos debates e da propaganda política.
O resultado é que acaba sendo eleito candidato despreparado para o cargo como ocorreu com Magno Malta e Marcos do Val, para citar apenas dois.
Os nanicos também atrapalham os debates das emissoras de TV dando sucessivas dores de cabeça aos produtores e jornalistas.
*Partidos nanicos são pequenas siglas políticas que elegem poucos representantes e têm baixa notoriedade no cenário eleitoral brasileiro.
Relação dos nanicos sem chances
Leonardo Monjardim (Novo)
O advogado Leonardo Monjardim, 53 anos, é natural vereador de Vitória. Em campanha para reeleição em 2028.
Wellington Callegari (DC)
O deputado estadual Wellington Callegari (DC), 45 anos, será candidato a senador.
Rodney Miranda (PRTB)
Rodney Rocha Miranda, 61 anos, é graduado em administração de empresas e Direito. Natural de Brasília (DF).
Marcos do Val – Avante – Busca reeleição mas fez um mandato desastroso. Quer novo mandato para garantir imunidade. STF tá no seu calcanhar.
Carlos Fabian (PSol)
Carlos Fabian, 42 anos, natural de Vitória (ES) é professor licenciado em história e doutor em educação pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES).
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