BRASÍLIA – AGENCIA CONGRESSO – Os deputados federais capixabas estão em dúvida sobre o futuro do governo Temer.
Nesta terça-feira (27) o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, encaminhou denúncia contra o presidente da República, Michel Temer.
Pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que Temer se torne réu. É a primeira vez que um presidente é denunciado.
Janot garante que existem provas que sustentam que Temer tenha praticados atos de corrupção. A denúncia tem 64 páginas.
A Constituição prevê que nos casos em que haja denúncia de crime comum contra o presidente, a decisão de aceitar, ou não, depende da aprovação de 343 deputados. O mesmo quórum do impeachment.
Caso a Câmara dos Deputados aceite a denúncia, será o STF que procederá o julgamento. E não o Senado como nos casos de impeachment.
Dos cinco parlamentares capixabas que toparam falar sobre o assunto, três deles avaliaram que o governo Temer conseguirá reunir ao menos 172 deputados aliados para evitar o julgamento no STF.
“O governo Temer vai conseguir barrar a denúncia e o presidente permanecerá no cargo”, acredita o deputado Manato (SD).
“Com as circunstâncias atuais, provavelmente, o governo Temer conseguirá barrar o prosseguimento da denúncia’, comentou a deputada Norma Ayub (DEM), através de sua assessoria.
“Hoje, mesmo com tantas denúncias de corrupção, acredito que o presidente Temer ainda tem maioria na Câmara. Mas meu voto será pelo afastamento do presidente”, disse o deputado Sérgio Vidigal (PDT).
Os únicos deputados que avaliaram que Temer corre sério risco de se afastar do mandato foram Hélder Salomão (PT) e Paulo Foletto (PSB).
“Acho difícil o governo se manter. Até porque a denúncia será contundente. Será constrangedor os deputados impedirem que Temer seja investigado”, falou o petista Hélder.
Foletto informou por meio de sua assessoria de imprensa “que tem defendido a saída de dele [Temer]”. O socialista avalia “que será difícil para o presidente conseguir barrar essa denúncia”.
O deputado Jorge Silva (PHS) afirmou que “gostaria de aguardar os fundamentos da denúncia” para poder se manifestar.
Os deputados Evair de Melo (PV), Givaldo Vieira (PT), Lelo Coimbra (PMDB) e Marcus Vicente (PP) preferiram não diagnosticar o futuro do governo Temer.
Por Humberto Azevedo