Vidigal seria o vice ideal para Ferraço. Mas pendurou as chuteiras aos 70 anos de idade.

BRASÍLIA – AGENCIA CONGRESSO – “Não tem como não atender a federação”. Essa frase de um dos principais coordenadores da campanha do governador Ricardo Ferraço (MDB), à reeleição, foi dita sexta-feira (31/7) a um deputado aliado.

Na convenção do PDT (1/8) o maior líder do partido no ES, ex-prefeito Sérgio Vidigal, reiterou que não pretende ser candidato a nenhum cargo nestas eleições. Descartou a vaga de vice. Ele pretende se dedicar a campanha do filho, Serginho Vidigal (Podemos), a deputado federal.

“O meu projeto não é mais disputar eleição, é contribuir. Estamos vivendo uma mudança de ciclo, nós já viramos este ciclo na Serra. Eu construí esse processo de saída da política”, afirmou.

ESTRAGO

A frase de que não tem como não atender a federação excluí os vices indicados pelo Podemos. Mas reconhece o peso da federação nesta eleição. Se a UP fosse para o outro lado (Lorenzo Pazolini) poderia causar um estrago no palanque governista.

As pesquisas mostram que Ferraço tem muito mais chance de vencer esta eleição do que o ex-prefeito Pazolini. Isso permite ao principal candidato da chapa ir às urnas com um vice irrelevante do ponto de vista eleitoral.

SEGURANÇA

O vice, ou a vice de Ferraço, deve sair do Progressista, partido liderado no ES pelo deputado federal Da Vitória, que também preside a federação, junção do PP com União Brasil, liderado pelo deputado estadual Marcelo Santos.

Uma mulher jovem, ligada a segurança e com peso nas redes sociais.

O nome da capitã Andresa (PP), do Corpo de Bombeiros ganha força por ela ser famosa nas redes sociais pelas dicas de segurança e primeiros socorros.

Já os nomes dos deputados Amaro Neto e Messias Donato perdem força porque desfalcariam a chapa da federação para Câmara Federal.

A UP é a única agremiação que pode eleger até três federais. O PSB deve eleger dois, e o Podemos também dois. Os demais partidos PT, PL e Republicanos, um cada. /Marcos Rosetti/

Outras opções de vices

Joelma Costalonga (União Brasil)

Camillo Neves (PP)

Amaro Neto (PP)

Rodolfo Mai (PP)

Messias Donato (UB).