VILA VELHA – AGENCIA CONGRESSO – As bicicletas elétricas ganharam espaço nas ruas e se consolidaram como uma alternativa de mobilidade. Junto com o crescimento do uso, aumentou também a preocupação com a segurança de condutores, pedestres e demais usuários das vias.

No Espírito Santo, os números mostram a dimensão do problema. Somente entre janeiro e julho de 2026, foram registrados 544 acidentes envolvendo bicicletas elétricas, contra 303 em todo o ano de 2025.

Desde 2023, 10 pessoas morreram em ocorrências com bikes elétricas, sendo quatro apenas em 2026. Os dados são do Observatório da Segurança Pública da Secretaria de Estado da Segurança Pública e Defesa Social (Sesp).

Deputado se antecipou a um problema que afeta a população

O levantamento mostra ainda que Vila Velha lidera o número de acidentes, com 276 ocorrências, seguida por Vitória, com 204, e Serra, com 104.

Diante desse cenário o deputado federal Dr. Victor Linhalis apresentou Projeto de Lei 4920/2025, que cria regras nacionais para a circulação de bicicletas elétricas e motorizadas e altera o Código de Trânsito Brasileiro, com objetivo de garantir mais segurança.

Furtos e roubos

Entre as medidas previstas no projeto estão idade mínima de 15 anos para condução, uso obrigatório de capacete certificado pelo Inmetro para condutor e passageiro, equipamentos obrigatórios de segurança, limites de velocidade de acordo com o local de circulação e proibição do uso de celular e fones de ouvido durante a condução.

O texto também cria o Cadastro Nacional de Bicicletas Elétricas (CNBE), gratuito e simplificado, com identificação por QR Code, para facilitar a fiscalização e a recuperação de bicicletas em casos de furto ou roubo.

Telessaúde passa na Câmara

Para quem enfrenta um câncer, tempo pode fazer diferença. Para reduzir a espera de pacientes que não conseguem uma consulta presencial o deputado federal Dr. Victor Linhalis aprovou na Câmara dos Deputados o PL 346/2024, que prioriza o uso da telessaúde no diagnóstico e acompanhamento de pessoas com câncer.

A proposta altera a Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer no SUS. O objetivo é permitir que, em caso de atraso na marcação da consulta presencial, a telessaúde seja priorizada, ampliando o acesso e dando mais agilidade ao atendimento, especialmente para quem vive longe dos grandes centros ou enfrenta dificuldades para chegar a um especialista.

A medida ganha ainda mais importância diante da dimensão da doença no país. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deve registrar cerca de 781 mil novos casos de câncer por ano entre 2026 e 2028. Excluindo os tumores de pele não melanoma, são aproximadamente 518 mil novos casos anualmente. O Instituto também aponta desafios persistentes no acesso ao diagnóstico precoce e ao tratamento oportuno. Aprovado pela Câmara dos Deputados, o texto foi encaminhado ao Senado Federal, onde aguarda apreciação.

(informações da Assessoria de imprensa do deputado)