Ricardo é o sucessor natural de Casagrande: Foto Marcos Rosetti - arquivo AGC 2019.

BRASÍLIA – AGENCIA CONGRESSO – Nunca antes o processo sucessório em todo país esteve tão confuso. E a indefinição repercute nos estados, com raras exceções.

O nó da sucessão capixaba para ser desatado depende das definições nacionais. As federações partidárias reduziram o número de partidos. Hoje vários pré-candidatos estão órfãos de legendas.

Processo eleitoral

Por ter sido antecipado – muito em função da polarização política – as articulações visando a definição das chapas não chegam a nenhum consenso. Somente em abril o quadro começará a ficar claro.

Hoje não são os partidos que correm atrás dos candidatos. Mas o contrário. As filiações, por exemplo, dos prefeitos Arnaldinho de Vila Velha e Euclerio de Cariacica, dependem das siglas que eles buscam para disputar governo e Senado.

Não adianta querer definir quem vai ficar com qual vaga antes de abril. A todo momento o vento eleitoral muda. A poucos meses o mercado apostava na derrota de Lula.

Hoje ele é o único nome certo para 2026. O bolsonarismo perdeu força após a condenação de Bolsonaro. Inelegível até 2060. Seus mais fiéis representantes devem ter dificuldades no próximo pleito.

A direita se dividiu entre o Centrão e família Bolsonaro. Quanto mais eles demoram para chegar a um nome mais Lula avança.

O governador de SP Tarcísio de Freitas (Republicanos) não desce do muro e a indefinição da direita contamina as decisões estaduais.

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MDB

Tudo caminha para Lula ter como vice um nome do MDB. Se isso ocorrer, nos estados a aliança terá que ser repetida. A direita muito provavelmente terá mais que um candidato a presidente.

PL, PSD e Republicanos vão querer repetir essas alianças nos estados. Para as direções nacionais dessas siglas a prioridade é eleger deputados federais para aumentar tempo de TV e fundo partidário.

Não adianta botar a carroça na frente dos bois. É preciso esperar pelo menos seis meses.

(Marcos Rosetti/AGC)