Falta de infraestrutura prejudica turistas.

GUARAPARI-AGENCIA CONGRESSO – A previsão da prefeitura era receber 1 milhão de turistas, mas o número pode ter chegado a 1,5 milhão de turistas em Guarapari apenas durante o mês de janeiro.

Mas com este fluxo recorde de visitantes, a produção de lixo disparou para mais de uma tonelada por dia, e a falta de água voltou para tirar o sono de milhares de moradores. O bucolismo saiu de cena para o caos tomar conta do município.

Guarapari, o balneário cartão postal do Espírito Santo, tem 136.311 habitantes, mas nesta temporada, a cidade perde o controle em todos os setores. A Unidade de Pronto Atendimento ficou lotada com casos de desidratação, insolação e afogamentos.

Os bairros periféricos estão sem água há mais de 20 dias. A Cesan, órgão do governo estadual responsável pelo abastecimento, explica que não falta água, mas o consumo é grande, com isso diminui a pressão, impedindo o abastecimento nos bairros e pontos mais altos. A prefeitura usa carros pipas para amenizar o problema.

ENGARRAFAMENTOS

A Polícia Militar no período do Natal até meados de janeiro, já fez mais de 200 remoções de veículos por infrações de trânsito, principalmente embriagues. Em resumo, a situação é caótica, com engarrafamentos, falta de vagas para estacionar e muitos acidentes.

O prefeito Rodrigo Borges (Republicanos), há um ano na prefeitura, conhece bem o problema, mas não encontrou a solução definitiva para tantas reclamações de moradores e turistas. Sua administração vem sendo muito criticada pela imprensa local.

Com foco em shows para aumentar o turismo, Rodrigo Borges patrocinou uma super apresentação no último final de semana, na Praia do Morro, do grupo Olodum, com público estimado em mais de 500 mil pessoas.

O diretor-presidente da Companhia de Melhoramento e Desenvolvimento Urbano de Guarapari, Ubirajara Ribeiro afirma que montou um esquema especial com todo contingente da Codeg, os trabalhos são turnos de 24 horas, inclusive de podas e capina,

“Já esperávamos o grande fluxo de turistas, porém, as dificuldades de manejo são grandes. O tráfego de caminhões é difícil, são centenas de lixeiras nas praias lotadas e estamos conscientizando os turistas para não jogarem lixo em local impróprio”, explicou.

Peroá a 400 reais

Quando era vereador, Rodrigo Borges criticava o caos durante o verão. Agora, ele tem telhado de vidro e está tomando muitas pedradas. “Se a internet cai, a culpa é do prefeito, os buracos causados pela chuva e o alagamento também é culpa do prefeito”, disse um interlocutor do Prefeito.

Com tanta confusão, falta de visão preventiva e muitos shows caros para atrair mais turistas, os comerciantes então aproveitando.

O peroá frito com batatinha está custando R$ 400,00. Isso mesmo. A latinha de refrigerantes R$ 10 reais. Tudo mais caro na feira, no comércio local e principalmente a locação de imóveis. (RENATO PAOLIELLO).

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