BRASÍLIA – AGENCIA CONGRESSO – Não foi apenas o risco de perder a causa que fez o advogado Antônio Carlos Almeida Castro, o Kakay deixar a defesa de Ciro Nogueira (PP/PI), senador que defendia há mais de 10 anos.
Kakay alegou que por também defender o ex-governador Ibaneis Rocha (MDB/DF), no caso Master, teria dificuldade de atuar em duas frentes. Ibaneis também está envolvido no escândalo via Banco de Brasília.
Advogado ligado ao PT – já defendeu Lula – e membro do Prerrogativas, Kakay tratou de proteger a própria imagem.
O problema é que ainda não se sabe o tamanho do rombo e quem mais pode aparecer como beneficiário de Daniel Vorcaro.
O caso permanece no colo dos bolsonaristas mas podem aparecer governistas envolvidos.
O Master se criou no governo de Jair Bolsonaro mas precisou do apoio de gente do governo seguinte para continuar vendendo títulos podres.
Kakay sai em acordo com Ciro e indicou seu afilhado, o jovem criminalista Conrado Gontijo que é é citado entre tarimbados advogados como “um menino novo, porém brilhante”.
Mas se Conrado perder a causa, não terá sido Kakay. Já a família de Ciro – principalmente sua filha e sócia – será representada por Rodrigo Mudrovich, que lá atrás advogou para a mulher do ex-deputado Eduardo Cunha.
Ainda tem muita água para rolar por baixo da ponte Master. E não vai deixar de aparecer em horário nobre da campanha eleitoral de outubro.
m.rosetti

































