BRASÍLIA – AGENCIA CONGRESSO – Representante do baixo clero e sem apoio da bancada capixaba, o deputado Gilson Daniel (Podemos) tentou ser indicado ministro do TCU (Tribunal de Contas da União) mas se deu mal. Foi o candidato menos votado.
Recebeu apenas seis votos. o deputado eleito, Odair Cunha (PT/MG) somou 303 votos. Daniel entrou numa ‘briga de cachorro grande‘ que já sabia perdida porque as escolhas de deputados para o TCU seguem acordos políticos.
Neste caso, o acordo foi firmado com o PT na eleição do atual presidente da Casa, Hugo Motta, que teve apoio dos petistas.
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Sete candidatos foram aprovados pela Comissão de Finanças e Tributação. Danilo Forte (PP-CE), Elmar Nascimento (União-BA), Gilson Daniel (Pode-ES), Hugo Leal (PSD-RJ), Odair Cunha (PT-MG) mas dois desistiram.
As deputadas Adriana Ventura (Novo-SP), e Soraya Santos (PL/RJ) embora aprovadas, desistiram na reta final. Votação dada ao petista eleito superou expectativa do próprio PT.
A Câmara dos Deputados precisou indicar um deputado para o Tribunal de Contas da União (TCU), em razão da aposentadoria do ministro Aroldo Cedraz.
NOTA ZERO
Durante sua campanha, o deputado do ES disse em algumas entrevistas que era o responsável pelo saneamento financeiro do Espírito Santo, o que não é verdade.
Para o Correio Braziliense (13/4) Gilson Daniel ressaltou sua experiência administrativa, citando a atuação como prefeito de Viana por dois mandatos e secretário de Estado no Espírito Santo.
“Venho de um estado que é referência nacional, nota A no Tesouro Nacional e líder em gestão fiscal, transparência e governança há 16 anos. Tive a oportunidade de liderar esse trabalho e quero levar essa experiência ao TCU”, declarou ao CB.
O deputado se apoderou de uma bandeira que nunca foi dele, já que o saneamento financeiro do ES começou no governo Paulo Hartung – após o desgoverno Zé Ignácio – e foi mantido pelos governos Casagrande.
































