Ministro vai ajudar moradores de Vila Velha

BRASÍLIA – AGENCIA CONGRESSO – O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, recebeu em mãos a carta com o pedido de suspensão definitiva da demolição das casas de 18 famílias da Barra do Jucu.

A empresária Gabriela Batella, atuante em causas sociais, fez a intermediação com o ministro nesta sexta-feira (27), durante evento do Governo Federal em Vitória.

Na carta ao ministro, os moradores ressaltam que estão estabelecidas na Barra do Jucu “há mais de quatro décadas”, onde “construíram suas vidas e seus lares”. O alvo da demolição são 18 residências, famílias que ficariam desabrigadas, pois a ação não previa indenização.

O texto conta que as famílias foram pegas de surpresa, pois “o que era para ser uma ação de fiscalização e reparação ambiental transformou-se em uma ordem de demolição que incide diretamente sobre o direito fundamental à moradia”.

Ao receber a carta, o ministro ficou sensibilizado com a causa e afirmou que vai se empenhar para ajudar os moradores na busca por uma solução justa e definitiva.

Gabriela contou ainda que Boulos ficou comovido com a situação das famílias e disse que, sendo possível, pretende levar essa demanda ao presidente da República, para que o caso também seja analisado no âmbito do Governo Federal.

Os moradores agradeceram mais esta possibilidade de apoio, agora da Secretaria da Presidência da República. Eles destacam que já contam com suporte da Defensoria Pública da União e da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Espírito Santo.

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Alívio momentâneo

O encontro com o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, nesta sexta-feira (27) fechou uma semana de vitórias dos moradores que se iniciou já na segunda-feira (23) quando o desembargador federal Mauro Souza Marques da Costa Braga, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), decidiu suspender as desocupações e demolições das casas de 18 famílias da Barra do Jucu.

Em termos práticos, a decisão garante que nenhuma desocupação ou demolição poderá ocorrer até que haja uma decisão definitiva da Justiça Federal sobre o pedido feito pelas famílias.

Os moradores destacam que a Campanha da Fraternidade deste ano é por Fraternidade e Moradia e reforçam que seguem mobilizados e organizados não apenas para evitar a demolição, mas principalmente para garantir o direito de permanecer em suas residências.

Eles afirmam que estão lutando para ficar definitivamente em suas casas, onde construíram suas histórias de vida e criaram seus filhos.

(Informações da Assessoria de Imprensa)

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