BRASÍLIA – AGENCIA CONGRESSO – Em abril de 2010 Ricardo Ferraço era o vice do governador reeleito Paulo Hartung que não podia disputar a reeleição.
Hartung deu corda para Ferraço se movimentar como candidato à sua sucessão – mas em cima do prazo puxou o tapete do vice e anunciou apoio ao então senador Renato Casagrande, que acabou eleito.
Após esse fato o eterno prefeito de Cachoeiro de Itapemirim – cinco mandatos – Theodorico Ferraço, pai de Ricardo, cunhou a frase ” facada nas costas”.
Ferração como presidente da Assembleia apoiava o governo de Hartung que nunca foi de cumprir acordos políticos.
Dezesseis anos depois Ricardo, 62 anos, chega finalmente ao poder. Como bom leonino teve a paciência de esperar e agora pode disputar o governo em condições muito melhores. A ‘máquina’ está sob seu comando.
Na tarde de quinta-feira (2 de abril) ele tomou posse como o 13º governador capixaba desde a redemocratização do país iniciada em 1982.
Sentou-se na principal cadeira do Palácio Anchieta com chances de ser reeleito. Conta com apoio de diversos partidos como PP, União Brasil, Podemos, PSB, MDB, PDT e provavelmente o PT no 2º turno – se rolar.
Ao seu principal adversário, o ex-prefeito da capital, Lorenzo Pazolini só restou seu partido, o Republicanos – e talvez o PSD. E as chapas mais robustas de candidatos a deputados estão na aliança com Ferraço.
O cachoierense Ricardo de Rezende Ferraço assumiu devido a renúncia do governador Renato Casagrande que irá disputar o Senado – na mesma chapa. Ferraço fica impedido de disputar a reeleição, caso seja eleito em outubro próximo porque assumiu o governo.
Durante os 16 anos {de espera } se manteve atuante no mercado político – foi eleito senador – tentou a reeleição e perdeu – mas durante todo esse período acumulou experiência política e administrativa.
ÚNICO VICE DUAS VEZES
Trata-se do único político capixaba duas vezes a ocupar o cargo de vice governador do Espírito Santo.
Sempre no comando de secretarias de peso político como Agricultura e Desenvolvimento, teve a oportunidade de conhecer cada município do estado que passou a governar.


































