Futuro de Rose depende de Casagrande e Ferraço: Foto Marcos Rosetti - arquivo AGC 2019.
BRASÍLIA – AGENCIA CONGRESSO – Para o M B, a candidatura da ex-senadora Rose de Freitas ao Senado só depende dela. Se as pesquisas mostrarem que ela é competitiva o partido lhe dará apoio.
Em 2022 ela pisou na bola deixando Magno Malta ganhar sua vaga. Agora tem dito que sua candidatura é decisão da nacional, o que não bate com a realidade.
O presidente nacional do MDB, deputado Baleia Rossi (SP) tem repetido que ‘dá toda autonomia aos diretórios estaduais”. Voltou a repetir isso ontem por conta da crise do MDB do DF, onde o ex-governador Ibaneis Rocha rompeu com sua vice Celina Leão.
Quem vai decidir serão os convencionais capixabas, o governador Ricardo Ferraço (MDB) junto com o grupo do ex-governador Renato Casagrande (PSB).
Existe a leitura de que ela na disputa ajuda a candidatura do ex-governador Renato Casagrande (PSB), ao contrário de Fabiano Contarato (PT), que atrapalha. Isso conta a favor de Rose.
Candidato a reeleição com apoio de Lula e do PT, Contarato se aproxima do eleitorado de Casagrande. Já Rose, na avaliação de emedebistas, seria o segundo voto principalmente dos prefeitos.
O PT nacional quer o apoio de Casagrande e do PSB para reeleição de Lula, mas até agora não ofereceu nada em troca.
A possibilidade de Contarato disputar a Câmara e não a reeleição nem entrou em debate. O PT corre o risco de eleger apenas um federal nas eleições de outubro. Hoje tem dois, Helder Salomão e Jack Rocha.
“Ele (Fabiano) quer dar um passo maior que a perna. Em 2018 o delegado de polícia foi eleito com votos de bolsonaristas. Hoje é odiado pela direita”, lembra um dirigente partidário.
Mas até as convenções partidárias – de 20 de julho a 5 de agosto – tudo pode acontecer. Inclusive nada. (MR)