GUARAPARI – AGENCIA CONGRESSO – A Presidente da Câmara dos Vereadores de Guarapari, (foto) Sabrina Astori (PSB), depois de receber denúncias de moradores da cidade, do Conselho Regional de Medicina e da Maçonaria, contra o vereador Oldair Rossi (União), vai propor a modificação no Regimento Interno para criação do Conselho de Ética.
Com exclusividade, a presidente revelou para a Agência Congresso, antecipando que defende a investigação do caso. Ela lembrou que a Procuradora da Mulher, vereadora Rosana Pinheiro (PSD), fez duro pronunciamento pedindo providências.
No dia 24 do mês passado, o vereador Oldair Rossi, usando do que chamou de prerrogativas, invadiu o consultório da médica Maria Julia Ferraz, durante atendimento na UPA de Ipiranga, em Guarapari, aos gritos, ameaçando prender a profissional de saúde, muito conhecida na cidade.
Segundo testemunhas, o vereador Rossi estava muito exaltado, em visível estado de embriagues, porém, ele negou e em pronunciamento, mesmo com suas ameaças gravadas, disse que a médica foi quem o desacatou.
O caso chegou ao plenário da Câmara Federal através pronunciamento do parlamentar Gilson Daniel (Podemos). O presidente do Conselho Regional de Medicina, Fernando Tonelli, também repudiou a agressão e enviou ofício à Câmara dos vereadores de Guarapari pedindo providências.
O Prefeito Rodrigo Borges, que já foi presidente da Câmara de Vereadores, postou uma nota oficial afirmando que os poderes não podem sofrer este tipo de interferência. O legislativo não pode invadir o espaço da prefeitura para investigar ou interferir no trabalho dos profissionais.
Mas o caso quase ficou impune por falta de uma Comissão de Ética na Câmara. Na sessão de hoje, a mesa diretora vai propor a mudança no regimento interno e a criação da Comissão de Ética, assim abrindo a investigação do Caso.
A vereadora Rosana Pinheiro foi a primeira a sair em defesa da médica, fez duro pronunciamento, mas estava de mãos atadas por falta de uma Comissão de Ética.
O caso gerou comoção popular no balneário, a ponto de uma moradora, ainda não identificada, entrar com ofício na Câmara pedindo providências.
A Loja Maçônica de Guarapari também provocou a mesa diretora cobrando resposta para a população.
Assustada, a médica humanitária, Maria Julia pediu demissão e não trabalha mais na prefeitura. Ela criou um projeto social de pré-natal, que assistia e acompanhava gestantes de baixa renda.
A ignorância do vereador acabou prejudicando a população. (Por Renato Paoliello).
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