Ibaneis e Celina, apesar de apoiarem Bolsonaro, foram abandonados pelos bolsonaristas.

BRASÍLIA – AGENCIA CONGRESSO – Os prejuízos causados ao BRB – Banco de Brasília – pelo escândalo do Banco Master – já liquidado pelo Banco Central – podem obrigar o governo local a atrasar o pagamento do funcionalismo público e serviços essenciais como saúde e limpeza pública.

Isso em ano eleitoral seria um desastre para o projeto de reeleição da atual governadora Celina Leão (PP), que herdou o governo e a ‘bomba fiscal’ do ex-governador Ibaneis Rocha (MDB), que renunciou ao mandato para tentar se eleger senador.

Em entrevista ao Correio Braziliense, o novo secretário de Economia do GDF, Valdivino de Oliveira, não escondeu a grave situação do governo local. Ele diz que a preocupação é impedir que faltem recursos daqui alguns meses para o funcionalismo público e serviços essenciais.

No final do ano passado, o GDF enfrentou dificuldades de caixa e chegou a atrasar pagamentos de contratos e de terceirizados. Várias obras públicas estão paradas no Distrito Federal.

Valdivino foi escolhido por Celina para assumir a pasta no início de abril com objetivo de  reorganizar as contas públicas para que a atual governadora não seja responsabilizada depois por deixar uma ‘bomba fiscal’ para o próximo governo. Que pode ser o dela.

As contas do GDF para este ano apontam um saldo negativo: gastos de R$ 20 bilhões e receita de apenas R$ 16 bilhões.

Para a bomba orçamentária não estourar, o novo secretário de Economia alertou a governadora sobre a projeção de déficit que pode chegar a mais de R$ 4 bilhões.

Por conta disso ela assinou decreto mandando todas as áreas da administração pública cortarem gastos em até 25%. Servidores públicos estão apreensivos. O GDF tem 96 mil servidores.

(Com CB)