Gilvan; patético ou pateta?

BRASÍLIA – AGENCIA CONGRESSO – Mesmo depois de ter sido punido pela direção da Câmara dos Deputado com três meses de afastamento do mandato, o deputado federal Gilvan da Federal (PL/ES) voltou a infringir o regimento da Casa.

Ao ocupar a tribuna da Câmara na tarde desta terça-feira (10/03) ele desferiu ataques a ministros, mulheres e deputados usando palavrões.

Justo numa sessão dedicada ao Dia Internacional da Mulheres e presidida por deputadas.

O parlamentar eleito pelo Espírito Santo usou palavrões e expressões vulgares para se referir a seus opositores, o que levou a deputada que presidia a sessão a determinar que a taquigrafia da Casa retirasse as expressões ofensivas, inclusive a mulheres.

E ainda chamou a atenção do deputado, quando ele deixava a tribuna, sugerindo que ele tivesse mais respeito.

Gilvan ainda reclamou da punição

O deputado que cumpre seu primeiro mandato – e talvez o último –  está praticamente inelegível justamente pelo comportamento agressivo que adota desde que era vereador em Vitória (ES).

Ele é agente (licenciado) da Polícia Federal e natural do Maranhão. Se elegeu pelo ES em 2022 na onda do bolsonarismo.

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O pronunciamento de hoje

O SR. GILVAN DA FEDERAL (PL – ES. Sem revisão do orador.) – Obrigado, Presidente.

Escândalos de corrupção bilionários, roubo de aposentado, escândalo do Banco Master, com Ministro do STF envolvido, e, para o Deputado que me antecedeu aqui, o problema é o Senador Flávio Bolsonaro. Ainda bem que ele falou lá do outro lado, do lado da Esquerda, porque é inacreditável um cara que se diz pastor estar do lado de quem defende tanta coisa ruim para a família.

O Ministro Alexandre de Moraes não tem condição alguma, ética, moral, de continuar julgando qualquer processo. Se nós tivéssemos um Senado de verdade — eu espero que em 2027 e agora em 2026 o povo escolha Senadores de verdade —, não estaria assim. Todas as condenações em que esteja envolvido esse Ministro Alexandre de Moraes têm que ser anuladas imediatamente; condenações como a dos presos do 8 de Janeiro, de Jair Bolsonaro, Delegado Ramagem, General Heleno, Braga Netto e de tantos outros.

Não é mais questão de anistia, é questão de anular esses processos de alguém que não é mais juiz. Está mais para um gangster, para um ditador do que para um juiz. Alexandre de Moraes há muito tempo não tem condições morais alguma de julgar nenhum processo. E nós cobramos do Senado Federal uma atitude, porque esse ditador não tem que ser só “impeachmado”, tem que ser preso. Nós temos um criminoso na Suprema Corte Federal chamado Alexandre de Moraes.

Todos nós aqui corremos risco do que nós falamos. O problema do Brasil hoje não é mais a corrupção. O problema hoje do Brasil é o que Deputado da direita fala na tribuna.

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O Delegado da Polícia Federal Fábio Schor — olha que absurdo, o mesmo que indiciou o Presidente Bolsonaro por tentativa de golpe — foi nomeado assessor de um ditador. Isso é uma vergonha para a Polícia Federal! Isso é uma vergonha para os policiais federais honestos! O que um delegado de Polícia Federal tem a ver com assessorar um ditador, um perseguidor?

E aqui o meu amigo Eduardo Bolsonaro chamou esse delegado de (expressão retirada por determinação da Presidência) do Alexandre de Moraes. Está aí a prova: o assessor de um Ministro é um policial. Policial é para investigar, para prender vagabundo, para prender criminoso. Um delegado da Polícia Federal se sujeitar a isso é uma vergonha.

Obrigado, Presidente.

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