Presidente nacional do União Brasil, Antônio de Rueda com Santos da Ales.

BRASÍLIA – AGENCIA CONGRESSO – A super federação partidária criada pelo PP e União Brasil, para disputar as eleições deste ano, ainda não foi homologada pelo TSE – Tribunal Superior Eleitoral.

Se o registro não for feito os dois partidos terão que disputar as eleições separados, cada um com sua chapa de candidatos. O TSE não informa quando a federação será efetivada.

O fato, no entanto, não preocupa os dirigentes partidários. Para eles, trata-se apenas de um ‘detalhe burocrático’, como afirmou o presidente do UB/ES, deputado estadual Marcelo Santos.

O que atrasa o processo no TSE é o nome dado a federação (União Progressista – UP).

Ocorre que já existe um partido político registrado no TSE, em 2025, com a mesma sigla, Unidade Popular (UP), de extrema esquerda, número 80.

A federação União Progressista criada em agosto do passado se tornou a maior força política do país com mais de 100 deputados federais – quatro do Espírito Santo – 15 senadores, e mais de mil prefeitos.

As duas siglas pertencem ao Centrão e devem apoiar o candidato a presidente do PL, senador Flavio Bolsonaro.

Os dirigentes do PP, senador Ciro Nogueira (PI) e Antonio Rueda (União) estão envolvidos no escândalo do Banco Master.

O banco foi liquidado pelo Banco Central em novembro de 2025, após uma série de irregularidades financeiras que culminaram na prisão de seu proprietário, Daniel Vorcaro.