BRASÍLIA – AGENCIA CONGRESSO – Só a eleição do ex-governador Renato Casagrande (PSB), ao Senado, é tida como certa no Espírito Santo. Assim mesmo porque são duas as vagas na eleição deste ano.
A incerteza que ronda o próximo pleito não é privilegio dos capixabas. Até o próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) corre riscos, embora seja o favorito.
O candidato do PL, senador Flávio Bolsonaro, apesar de todos os erros que comete, não larga o calcanhar de Lula, conforme as pesquisas.
O ex-vice governador Ricardo Ferraço (MDB) -quer distancia de Lula em seu palanque – mas se apresenta na mesma situação do atual presidente da República. É favorito no ES, comanda uma máquina poderosa e reuniu o maior apoio político em torno da sua reeleição.
Mas também tem um amador em seu calcanhar, o ex-prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos), apoiado por setores da política local que representam retrocesso.
Segunda vaga ao Senado – saco de gatos
Qualquer outro nome dos nove que disputam o Senado, em outubro, pode ganhar a eleição, mesmo não sendo o melhor candidato.
Caso venha candidato ao Senado, o ex-governador Paulo Hartung (PSD) pode ficar com a segunda vaga. Mesmo assim corre risco, o que não é do seu feitio político.
Parlamentares que defendem mudanças na legislação eleitoral argumentam que muitos eleitores concentram a atenção em apenas um candidato ao Senado.
Acabam escolhendo o segundo senador de forma muito menos criteriosa, movidos por fatores circunstanciais ou subjetivos.
O sistema atual, conhecido como voto binominal, é tratado pelos críticos como jabuticaba brasileira capaz de produzir distorções no resultado eleitoral. Triste Brasil.
Os 10 federais – Outra incógnita




























